A APAE Barueri tem, a partir da segunda-feira, 26 de outubro de 2026, um novo integrante na equipe de atendimento: um cão terapeuta da raça golden retriever. A instituição foi buscá-lo no sábado, 24 de outubro, no Instituto Red Dogs, onde ele foi treinado por mais de oito meses, gratuitamente. A chegada inaugura a Cinoterapia, a terapia assistida por cães, como nova modalidade terapêutica da APAE.
O cão foi doado pela Golden Trip, e o projeto conta com o apoio do Hospital ArteVet e de Alex de Alcântara. Na entrega, a equipe da APAE recebeu as primeiras instruções de Ronaldo, parceiro do Instituto Red Dogs, que em breve vai dar uma formação a todos os colaboradores da instituição.
Do anúncio à chegada
A novidade foi apresentada no início do mês, na matéria A Cinoterapia está chegando à APAE Barueri, que explicou o projeto e a proposta de um cão participando das atividades em todas as etapas de atendimento. A arte daquele anúncio indicava 14 de outubro; a chegada aconteceu em 24 de outubro, e o trabalho começa na semana seguinte.
No sábado, a APAE Barueri registrou o momento numa publicação no Instagram:
"Fomos buscar hoje [no Instituto Red Dogs] nosso Cãoterapeuta que a partir de segunda estará conosco sendo um forte aliado no desenvolvimento de nossos atendidos."
A foto do dia mostra o grupo diante da sede do instituto, uma casa de tijolos cercada de verde. O golden retriever está sentado na grama, na guia, tranquilo diante da câmera.
O que é Cinoterapia
Cinoterapia é a terapia assistida por cães, uma das formas de intervenção assistida por animais. O cão não substitui o terapeuta nem é um passatempo na sala: ele entra na sessão como recurso, com um objetivo definido pelo profissional para cada atendido. A presença do animal pode tornar a atividade mais convidativa, motivar a participação e abrir caminhos de comunicação e interação que nem sempre aparecem de outra forma.
Na prática, o cão pode ser o motivo para estender a mão, escovar o pelo, lançar uma bola, caminhar alguns passos a mais, esperar a vez ou dizer uma palavra. Cada uma dessas ações conversa com objetivos que as áreas da instituição já trabalham, como a Fisioterapia, a Fonoaudiologia, a Terapia Ocupacional e a Psicologia.
Como a APAE Barueri explicou no anúncio, a Cinoterapia é um recurso complementar. Ela se soma ao trabalho da equipe multiprofissional, sem tomar o lugar de nenhuma terapia, e a resposta de cada pessoa é diferente. Não se trata de promessa de resultado, e sim de mais uma ferramenta nas mãos de quem atende.
Segurança e bem-estar, para as pessoas e para o cão
Um cão em ambiente terapêutico exige preparo, e o projeto se apoia em três cuidados.
- Treinamento do cão: foram mais de oito meses de preparação no Instituto Red Dogs, canil dedicado a cães terapeutas, sem custo para a APAE.
- Formação da equipe: Ronaldo, parceiro do instituto, vai capacitar todos os colaboradores da instituição, para que quem atende e quem circula pela sede saiba trabalhar e conviver com o cão.
- Saúde e bem-estar do animal: como a APAE detalhou no anúncio do projeto, a Cinoterapia envolve canil, hospital veterinário e acompanhamento, para que o cão esteja sempre saudável e descansado.
Em terapias assistidas por animais, alguns cuidados fazem parte da rotina: o cão é conduzido por pessoa preparada, a higiene das mãos e dos espaços é reforçada, os sinais de cansaço do animal são respeitados e atendidos com alergia ou receio de cães recebem atenção individual. Um cão bem cuidado é condição para que a terapia funcione.
Um projeto feito por muitas mãos
A APAE Barueri faz questão de lembrar que a Cinoterapia não nasceu de um dia para o outro:
"Um projeto construído ao longo de vários meses, feito por muitas mãos do bem e que inaugura mais uma modalidade terapêutica na Apae, a Cinoterapia."
Essas mãos têm nome, e a instituição agradece a cada uma:
- ao Instituto Red Dogs, que treinou o cão por mais de oito meses, gratuitamente, e a Ronaldo, que vai formar a equipe da APAE;
- à Golden Trip, que doou o cão;
- ao Hospital ArteVet e a Alex de Alcântara, que, nas palavras da instituição, "nos apoiam sempre".
É o mesmo caminho que tem sustentado as novidades da APAE Barueri neste ano de 30 anos: parceiros que doam, empresas que entram com recurso ou serviço e uma equipe que transforma o apoio em atendimento. Foi assim com o projeto de Musicoterapia aprovado pela Sicredi e com a doação da HP para a gameterapia.
O que muda para os atendidos e as famílias
A partir de segunda-feira, o cão passa a fazer parte da rotina da sede. A proposta, como anunciado em outubro, é que ele possa participar de atividades em todas as etapas de atendimento e em diferentes espaços da APAE, conforme o planejamento dos terapeutas. A instituição também sinalizou que, conforme os resultados e a evolução do projeto, a Cinoterapia poderá ser ampliada.
Famílias com dúvidas sobre a nova terapia, inclusive sobre alergia ou medo de cães, podem conversar com a equipe que acompanha o seu atendido ou procurar a instituição pelos canais de contato.
Como apoiar
Novas terapias dependem de quem acredita nelas. Pessoas que queiram contribuir com os atendimentos encontram as formas de doação na página Ajude a APAE. Empresas e organizações que queiram apoiar projetos como a Cinoterapia podem conhecer os parceiros da instituição e conversar com a equipe pelos canais de contato.

