APAE Barueri – Cada Ano Melhor
    Retrato da psicóloga Henriette Russo Luiz de Barros, docente do curso: mulher de cabelos longos, pretos e lisos, sorrindo para a câmera, de blusa de gola alta azul-petróleo e casaco cor de ferrugem, diante de uma parede bege.
    Programas

    Inclusão, Humanização e Comunicação Acessível no SUS: o 1º curso da Escola de Inclusão da APAE Barueri

    07 Out 2026 5 min de leitura
    Henriette Russo Luiz de Barros, psicóloga clínica e docente do primeiro curso da Escola de Inclusão. Foto cedida pela docente.

    A Escola de Inclusão da APAE Barueri já tem o seu primeiro curso: a trilha formativa Inclusão, Humanização e Comunicação Acessível no SUS, conduzida pela psicóloga Henriette Russo Luiz de Barros. A formação, voltada a quem atende a população na rede pública de saúde, será lançada em 29 de outubro de 2026, na ACIB, a Associação Comercial e Industrial de Barueri, no mesmo momento em que a instituição lança a plataforma da Escola.

    A escolha do tema para abrir a Escola não é casual. É no posto de saúde, no pronto-atendimento, na consulta de especialidade e no balcão de agendamento que muitas pessoas com deficiência e suas famílias vivem os seus encontros mais frequentes com o serviço público. E é ali que um atendimento pode acolher ou afastar.

    Por que humanizar o atendimento

    Humanizar o atendimento é olhar para a pessoa antes do procedimento. É explicar com calma, perguntar à família o que funciona para aquele paciente, adaptar a espera, a comunicação e o ambiente quando for preciso, e tratar quem acompanha como parte do cuidado. Para uma pessoa com deficiência, esses detalhes podem ser a diferença entre conseguir ou não ser atendida.

    O tema faz parte do próprio SUS, que tem desde 2003 uma Política Nacional de Humanização, o HumanizaSUS. O curso da APAE Barueri leva essa discussão para a realidade de quem atende pessoas com deficiência no dia a dia da rede.

    A experiência de quem atende

    A APAE Barueri conhece de perto essa realidade. A porta de entrada da instituição é a rede pública: as famílias chegam encaminhadas por serviços de saúde, educação e assistência, e passam a ser acompanhadas por uma equipe multiprofissional ao longo das etapas de atendimento.

    É dessa prática que nasce a Escola de Inclusão. Como a APAE explicou ao colocar a iniciativa no ar, ela reúne o conhecimento de quem está na sala de atendimento e na conversa com as famílias, e o coloca ao alcance de mais gente. Começar pelo SUS é levar esse conhecimento a quem mais encontra a pessoa com deficiência fora da APAE.

    Quem conduz o curso

    A trilha é conduzida por Henriette Russo Luiz de Barros, psicóloga clínica (CRP 1406/148041) com 12 anos de experiência profissional. Ela é especialista e pós-graduada em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), pós-graduada em Neuropsicologia e cursa atualmente pós-graduação em Neuropsicopedagogia.

    Henriette reúne três anos de experiência na saúde pública, com atuação no Sistema Único de Saúde (SUS). É professora universitária na formação de estudantes de Psicologia e criadora de formações para psicólogos e de um curso de extensão universitária voltado à capacitação clínica. Ao longo da trajetória, também atuou na área organizacional, com plantão psicológico e ações de saúde mental no contexto do trabalho.

    É autora de três livros: Saúde Mental para Todos, voltado à compreensão e promoção da saúde mental; Reestruturação Cognitiva Reflexiva, direcionado à prática clínica de psicólogos; e Pontes da Psiquê, obra de caráter acadêmico.

    O que o curso ensina

    A trilha formativa Inclusão, Humanização e Comunicação Acessível no SUS tem 6 horas no total, divididas em três aulas complementares de 2 horas cada:

    • Aula 1 (2 h): Humanizar é Incluir: o atendimento à pessoa com deficiência no SUS. Mostra que humanizar vai além da gentileza: é reconhecer a necessidade real por trás de comportamentos como ansiedade, irritação ou agitação, perceber barreiras invisíveis e atitudes capacitistas e preservar a autonomia e o protagonismo da pessoa com deficiência.
    • Aula 2 (2 h): Como comunicar, ouvir e acolher. Trabalha comunicação assertiva, escuta qualificada, acolhimento como resposta, e não apenas simpatia, e a atenção ao momento presente para não atender no piloto automático. Inclui falar com a pessoa, e não apenas sobre a pessoa.
    • Aula 3 (2 h): Comunicação acessível: como falar com todos os pacientes. Ensina a adaptar a informação para pessoas com deficiência auditiva, visual e intelectual, pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), idosos e outros perfis, com linguagem simples, recursos visuais, pictogramas e comunicação alternativa e aumentativa, respeitando o tempo de resposta de cada um e verificando a compreensão sem constranger.

    A proposta integra princípios do SUS e contribuições da Terapia Cognitivo-Comportamental, com foco na aplicação prática em situações reais de atendimento. O público são os profissionais que atendem a população na rede pública de saúde e que querem desenvolver competências de humanização, comunicação profissional e acessibilidade no cuidado à pessoa com deficiência. As referências da trilha incluem a Lei Brasileira de Inclusão, o HumanizaSUS e a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência.

    O lançamento na ACIB

    O curso será lançado em 29 de outubro de 2026, na ACIB, em Barueri, junto com o lançamento da plataforma da Escola de Inclusão. A programação do lançamento e a forma de inscrição ainda não foram divulgadas.

    Uma Escola em construção

    A Escola de Inclusão é o espaço de formação da APAE Barueri para quem ensina, cuida e acolhe: profissionais da educação e da saúde, educadores, famílias e a comunidade. Ela está no ar e em construção contínua, com frentes como inclusão escolar, TEA e neurodesenvolvimento, comunicação e linguagem, terapia ocupacional, manejo comportamental e direitos. Novos conteúdos entram aos poucos, e Inclusão, Humanização e Comunicação Acessível no SUS é o primeiro curso a ser lançado.

    Profissionais que queiram contribuir com a Escola podem conhecer a página Quero gravar uma aula.

    Como acompanhar

    Quem trabalha na saúde pública de Barueri e da região, gestores de unidades e equipes interessadas em levar o curso para o seu serviço podem acompanhar as novidades pela página da Escola de Inclusão ou escrever para escoladeinclusao@apaebarueri.org.br. Outras informações estão nos canais de contato da APAE Barueri.

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