Em poucas semanas, a Escola de Inclusão da APAE Barueri saiu da apresentação para os primeiros cursos. Primeiro veio a trilha Inclusão, Humanização e Comunicação Acessível no SUS. Agora, a Escola prepara o Saúde Mais Inclusiva, sobre as barreiras no atendimento. Olhando os dois lado a lado, já dá para ver o desenho de um caminho de formação para quem atende pessoas com deficiência na saúde.
Onde tudo começou
A Escola entrou no ar em setembro de 2026, com a proposta de reunir o conhecimento de quem atende todos os dias na APAE Barueri e colocá-lo ao alcance de mais gente. A apresentação da Escola mostrou as frentes de conhecimento e deixou claro que a plataforma seguiria em construção contínua, com conteúdos entrando aos poucos.
A ideia é mais antiga. O planejamento estratégico da instituição registra que a Escola nasceu depois do curso de preparação para o mercado de trabalho oferecido aos jovens da Etapa Inserção Produtiva. Do atendimento aos jovens, a formação se abriu para profissionais, famílias e a comunidade.
O primeiro curso: humanizar o atendimento no SUS
Em 7 de outubro, a APAE Barueri anunciou o primeiro curso da Escola: a trilha Inclusão, Humanização e Comunicação Acessível no SUS, conduzida pela psicóloga Henriette Russo Luiz de Barros. São três aulas de 2 horas, 6 horas no total, sobre o que significa humanizar o atendimento, como comunicar, ouvir e acolher e como adaptar a informação para cada paciente.
O lançamento está marcado para 29 de outubro de 2026, na ACIB, em Barueri, junto com o lançamento da plataforma. É o mesmo dia e o mesmo local do 1º Fórum Barueri pela Inclusão, que a APAE organiza como parte dos seus 30 anos.
O próximo: as barreiras no caminho do paciente
O Saúde Mais Inclusiva, como diminuir as barreiras no atendimento, é o curso que a Escola prepara em seguida. Tem 2 horas, é conduzido por uma fonoaudióloga da rede APAE e se organiza em quatro unidades: equidade no SUS, mapeamento das barreiras, práticas de atendimento inclusivo e protocolos para uma cultura organizacional que acolhe. A data de lançamento e a forma de inscrição serão divulgadas nos canais oficiais da APAE Barueri.
O que liga um curso ao outro
Os dois cursos falam com o mesmo público, os profissionais da saúde, e se completam. A trilha do SUS olha para a relação: como receber, escutar e explicar. O Saúde Mais Inclusiva olha para o caminho: o que, no serviço, impede essa relação de acontecer. Juntos, cobrem a pessoa que atende e o lugar onde ela atende.
- comunicação acessível: está na terceira aula da trilha e nas barreiras de comunicação do novo curso, com linguagem simples, apoio visual e Libras;
- acolhimento como resposta: a trilha trata do tema na segunda aula, e o Saúde Mais Inclusiva leva a ideia para a recepção e a triagem;
- aplicação prática: os dois partem de situações reais, e o novo curso pede, ao final, um plano de ação para o serviço de cada participante;
- quem ensina: as duas docentes vêm do atendimento, uma da Psicologia e outra da Fonoaudiologia.
Esse último ponto é a marca da Escola. Os cursos são feitos por quem atende todo dia, e não comprados prontos.
Uma trilha que continua
A formação para a saúde é um começo, não o desenho completo. A Escola prepara outros temas, como a cultura do acolhimento, e organiza a plataforma em áreas como Educação, Saúde e terapias, Psicologia e comportamento, e Família, direitos e rede. No sábado, 17 de outubro, três professores gravam novos cursos no espaço da APAE Barueri.
Cada conteúdo aparece na página da Escola com a sua situação: disponível, em gravação ou em breve. É uma Escola em construção, e quem acompanha desde o início vê a trilha crescer.
Como acompanhar
As novidades estão na página da Escola de Inclusão, que pode ser visitada como convidado, sem criar conta. Gestores de serviços de saúde que queiram levar a formação para as suas equipes podem escrever para escoladeinclusao@apaebarueri.org.br. E profissionais que queiram somar a esta trilha com o seu conhecimento encontram o caminho na página Quero gravar uma aula.

