APAE Barueri – Cada Ano Melhor
    Capa tipográfica em fundo azul com a estampa de hastes onduladas da marca APAE Barueri: acima, em amarelo, “Escola de Inclusão · Formação”; ao centro, em branco, o título “Inclusão começa na formação” e, abaixo, “Professores, agentes de saúde e servidores: quem atende também precisa aprender.”
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    Inclusão começa na formação: por que capacitar professores, agentes de saúde e servidores

    15 Out 2026 4 min de leitura

    Uma criança com deficiência passa, em uma semana comum, por várias portas: a da escola, a da unidade de saúde, a do ônibus, a do balcão onde a família resolve um documento. Em cada uma delas há um profissional. A lei pode garantir o direito, e o prédio pode ter rampa, mas é esse encontro que decide se a inclusão acontece. Por isso a inclusão começa na formação de quem atende.

    Cada profissional é uma porta

    O professor da sala comum é quem passa mais horas com o estudante com deficiência fora de casa. O agente comunitário de saúde, a técnica de enfermagem e a recepcionista da unidade são, muitas vezes, os primeiros a perceber uma dificuldade e a orientar a família. O servidor do balcão, o motorista do transporte, o inspetor da escola: todos encontram a pessoa com deficiência em algum ponto do dia.

    Quase nenhum deles escolheu a área por causa da deficiência, e muitos tiveram pouca ou nenhuma formação sobre o tema. Não é falta de boa vontade. É que a inclusão pede saberes específicos: como se comunicar com uma pessoa que não fala, como organizar uma sala para quem tem sensibilidade a barulho, como explicar uma orientação de forma simples. Sem formação, cada profissional aprende sozinho, no improviso.

    O que a lei pede

    A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146, de 2015) trata a formação como parte do direito. Na educação, a lei inclui entre os deveres do poder público a adoção de práticas pedagógicas inclusivas nos programas de formação inicial e continuada de professores e a oferta de formação continuada para o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Na saúde, a mesma lei garante capacitação inicial e continuada aos profissionais que prestam assistência à pessoa com deficiência.

    Ou seja: capacitar quem atende não é um extra. É uma das formas de o direito sair do papel, e um dos temas que o 1º Fórum Barueri pela Inclusão coloca em debate no eixo das políticas públicas.

    Por que formação continuada

    A formação inicial, na faculdade ou no curso técnico, é o ponto de partida. Mas a prática muda: chegam novas orientações, novos recursos de comunicação, novas formas de entender o autismo, a deficiência intelectual ou a acessibilidade. E cada estudante, cada paciente, traz uma situação que o livro não previu.

    A formação continuada funciona melhor quando é curta, próxima da rotina e aplicável no dia seguinte. É o caso dos cursos de 2 horas que a Escola de Inclusão da APAE Barueri está gravando e dos conteúdos que terminam com um plano de ação para o próprio local de trabalho, como o Saúde Mais Inclusiva.

    O que a Escola de Inclusão oferece a cada público

    A Escola de Inclusão foi pensada para públicos diferentes, e a página permite escolher por onde começar:

    • professores e gestores escolares, com a área de Educação, que traz temas como inclusão escolar, adaptação curricular, Atendimento Educacional Especializado e gestão escolar inclusiva;
    • profissionais de saúde e de terapias, com a área de Saúde e terapias e cursos como a trilha sobre humanização no SUS;
    • quem atua na gestão pública, com conteúdos como comunicação não capacitista no serviço público e na escola;
    • famílias e cuidadores, com a área de Família, direitos e rede;
    • empresas, com a área de Empregabilidade e inclusão produtiva.

    Para redes de ensino, serviços de saúde e instituições, a Escola também oferece formação para equipes, com turmas fechadas.

    Formação que vem da prática

    O diferencial está em quem ensina. Os cursos da Escola são feitos por quem atende todo dia: profissionais das áreas de Pedagogia, Fonoaudiologia, Psicologia e outras, que levam para a aula o que funciona na rotina com pessoas com deficiência e suas famílias. A APAE Barueri faz esse trabalho há 30 anos, articulada com a rede de educação e de saúde de Barueri.

    Como levar a formação para a sua equipe

    Gestores de escolas, unidades de saúde e serviços públicos podem conhecer a plataforma pela página da Escola de Inclusão, que pode ser visitada como convidado, sem criar conta, e escrever para escoladeinclusao@apaebarueri.org.br para conversar sobre turmas para equipes. Profissionais que queiram ensinar encontram o caminho na página Quero gravar uma aula.

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