APAE Barueri – Cada Ano Melhor
    Coluna

    Uma APAE que forma, além de atender

    Foto de Fagner Gouveia BezerraFagner Gouveia Bezerra 07 Out 2026 5 min de leitura

    Há 30 anos, a APAE Barueri atende pessoas com deficiência e suas famílias. Esse trabalho continua sendo o centro de tudo o que fazemos. Mas, ao longo dessas três décadas, a instituição acumulou algo que vai além do atendimento: conhecimento. E conhecimento guardado só dentro de casa ajuda menos gente do que poderia.

    O conhecimento que nasce da prática

    Os profissionais da APAE Barueri aprendem todos os dias. Aprendem na sala de atendimento, na conversa com as famílias, na articulação com a escola e com a rede pública. Esse saber é técnico e humano ao mesmo tempo, e é ele que faz a diferença na vida de quem é atendido.

    A Escola de Inclusão parte de uma pergunta simples: e se esse conhecimento pudesse chegar a quem atende a pessoa com deficiência fora da APAE? Ao professor da escola comum, ao profissional do posto de saúde, à família que busca informação de qualidade?

    A Escola de Inclusão

    Foi para isso que nasceu a Escola de Inclusão. A plataforma está no ar desde setembro de 2026 e segue em construção contínua: já há conteúdos para conhecer, e novos vão chegando aos poucos. Quem chega pode navegar como convidado, sem criar conta.

    Os conteúdos se organizam por frentes que refletem o trabalho da casa, como inclusão escolar, TEA (Transtorno do Espectro Autista) e neurodesenvolvimento, comunicação e linguagem, terapia ocupacional e autonomia, psicologia e manejo comportamental, e família, direitos e rede. Algumas dessas frentes ainda estão sendo preparadas e aparecem sinalizadas assim. Prefiro mostrar com honestidade o que está a caminho a prometer o que ainda não existe.

    Começar pelo SUS

    O primeiro curso da Escola é a trilha Inclusão, Humanização e Comunicação Acessível no SUS, conduzida pela psicóloga Henriette Russo Luiz de Barros. São três aulas e seis horas, voltadas a quem atende a população na rede pública de saúde. O lançamento será em 29 de outubro de 2026, na ACIB, a Associação Comercial e Industrial de Barueri.

    A escolha do tema diz muito sobre o que queremos com a Escola. É no posto de saúde, no pronto-atendimento e no balcão de agendamento que muitas pessoas com deficiência vivem os seus encontros mais frequentes com o serviço público. Um atendimento preparado pode acolher. Um atendimento despreparado pode afastar. Formar quem está nesse balcão é levar o cuidado para muito além dos nossos muros.

    Formar também é defender direitos

    Ser uma APAE que forma não é deixar de ser uma APAE que atende. É reconhecer que a inclusão não acontece só dentro da instituição. Ela acontece na escola, no serviço de saúde, na empresa, no transporte, na rua. Quanto mais gente preparada houver nesses lugares, menos barreiras a pessoa com deficiência vai encontrar.

    Por isso vejo a formação como parte da defesa de direitos. A Lei Brasileira de Inclusão garante direitos. A formação ajuda a transformar esses direitos em prática no dia a dia.

    Uma escola feita a muitas mãos

    A Escola de Inclusão também está aberta a profissionais que queiram contribuir com conteúdo. Quem tem interesse em gravar uma aula encontra as informações na página Quero gravar uma aula. Uma instituição técnica cresce quando compartilha o que sabe e quando aprende com quem chega.

    O que vem pela frente

    Em 29 de outubro, a cidade também recebe o 1º Fórum Barueri pela Inclusão, que convida sociedade civil, empresas, Justiça, Legislativo e Executivo a pensar qual é o papel de cada um. Formação e diálogo caminham juntos: um prepara as pessoas, o outro organiza o compromisso coletivo.

    Aos 30 anos, a APAE Barueri quer continuar cuidando bem de quem atende. E quer, cada vez mais, ser também um lugar onde a inclusão se aprende. Convido você a conhecer a Escola de Inclusão e a acompanhar o que vem por aí.